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Alagados têm conserto

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Consertar o carro atingido por enchente é possível, mas o preço e o tempo necessários para o serviço dependerão da gravidade dos danos. U ma coisa é certa: se demorar, estraga mais. "Perdem-se faróis e módulos e o cheiro no interior fica mais forte. Aí vai sair mais caro", afirma Roberto Gozzo, da Polimentos Roberto (5532-0608), no Campo Belo.

Caso o carro seja totalmente coberto pela água, o que Venosa chama de terceiro nível, o comprometimento mecânico e elétrico é mais extenso. "O veículo nunca voltará a ser o que era", afirma o especialista. "Há chance de dar defeito para o resto da vida." Gozzo diz que é possível reparar, mas o carro tem de ser completamente desmontado.

Mercado

"Carro que teve o reparo dos estragos malfeito perde em torno de 30% do valor na hora da revenda", afirma Flávio Medeiros, supervisor-comercial da Ventuno, concessionária Fiat no Morumbi. "A gente percebe na hora pelo carpete ou na carroceria. Outro indício é o cheiro forte", explica. Mas ele afirma que se o conserto foi bem executado, é difícil de ser percebido, o que evita a depreciação excessiva.

Na hora de comprar um veículo usado, só dá para saber se ele passou por enchente se houver uma checagem minuciosa. "Um mecânico criterioso consegue perceber vestígios de terra em cantos e emendas da carroceria ou dentro da porta, por exemplo", ensina Venosa. Outra dica é olhar carpetes e a montagem do acabamento. "Enrugamento dos tecidos indica reparo."

MANUTENÇÃO

Quanto custa

Em casos mais simples, a mecânica parte de R$ 300. Já a tapeçaria vai de R$ 500 até R$ 2mil. O serviço leva cerca de três dias para ficar pronto;

Se a água chegar ao painel, reparar os módulos eletrônicos pode custar R$ 15 mil. Retificar o motor vai de R$ 3 mil a R$ 8 mil. Nesse caso, refazer a tapeçaria parte de R$ 1.500 e leva dez dias;

Em submersão total, além dos reparos mecânicos acima, tratar a tapeçaria parte de R$ 10 mil e o serviço demora 40 dias.

SEGUROS COBREM PREJUÍZO

Em casos de enchente ou queda de postes, cabos elétricos e árvores sobre o veículo, a maioria dos seguros dá direito a indenização. O segurado deve comunicar a ocorrência o quanto antes ao corretor ou para a central de atendimento da companhia, solicitando um guincho. O dono do carro também pode levá-lo à oficina de sua preferência, mas não deve autorizar o conserto antes da liberação do inspetor de seguros.

Só não receberá a indenização o motorista que agravar intencionalmente o risco ao qual o bem segurado está exposto, como tentar atravessar vias alagadas mesmo após observar que o nível da água está muito alto. Segundo as seguradoras, apenas as apólices que só cobrem terceiros não dão direito ao reembolso.

A PREFEITURA PODE SER ACIONADA

Qualquer paulistano que teve o veículo avariado por enchente, danificado em virtude de queda de árvores ou mesmo engolido por um buraco, por exemplo, pode acionar a Prefeitura na Justiça e exigir indenização pelos prejuízos. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura, nesses casos serão feitas análises para verificar se os danos não foram ocasionados por imprudência ou imperícia do motorista. Os advogados especializados no assunto alertam que o processo é demorado, mas as chances de vitória existem. E, dependendo do caso, elas são grandes. É importante lembrar que, caso a Prefeitura seja condenada a pagar indenização, o beneficiado recebe o ressarcimento na forma de títulos precatórios, cujo pagamento pode levar anos.

Mais informações: www.prefeitura.sp.gov.br

ELETROPAULO TAMBÉM PAGA

A Eletropaulo paga os prejuízos causados a proprietários de veículos danificados por queda de postes ou cabos elétricos. Para isso, basta ir a uma agência credenciada e preencher o termo de solicitação de indenização. É necessário fazer um breve relato do que ocorreu. O prazo para verificação e acerto pode chegar a 90 dias. Dependendo da complexidade do caso, esse tempo pode ser maior. Segundo informações da Eletropaulo, também é necessário apresentar fotos das partes do veículo que foram atingidas e, se possível, orçamentos para os reparos. O interessado deve juntar cópias de documentos como RG, CPF, CNH, documento do veículo e também do Boletim de Ocorrência.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,alagados-tem-conserto,327498,0.htm

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